
Mesmo após operações da PF, garimpo ilegal volta a atuar nos rios de Peixoto de Azevedo
Apesar das operações deflagradas pela Polícia Federal em outubro de 2025 para combater o garimpo ilegal no norte de Mato Grosso, informantes do município de Peixoto de Azevedo relataram ao site Afolhanews que a atividade criminosa retornou em sua totalidade à região.
As denúncias apontam que balsas e maquinários voltaram a operar nos leitos dos rios, provocando novos danos ambientais e demonstrando a persistência das organizações envolvidas na exploração ilegal de ouro. Segundo as fontes, a retomada ocorreu poucos meses após as ações repressivas, indicando falhas na fiscalização contínua e na permanência do poder público nas áreas afetadas.
Em outubro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou simultaneamente as operações Kuri II e Aurum Sordidos, dando continuidade à repressão ao garimpo ilegal nos rios São Benedito e Teles Pires. As investigações foram desdobramentos da Operação Kuri, iniciada em abril, que resultou na destruição de 17 balsas clandestinas e na apreensão de cerca de 2 mil litros de combustível, causando um prejuízo estimado em R$ 15 milhões aos responsáveis.
Na ocasião, a PF identificou uma estrutura criminosa complexa, formada por financiadores, operadores e comerciantes de ouro, além de constatar graves impactos ambientais e danos diretos às Terras Indígenas Kayabi e Munduruku.
Durante a segunda fase da operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Sinop/MT, em municípios de Mato Grosso e do Pará, incluindo Peixoto de Azevedo. Também houve sequestro de bens ligados aos investigados.
Mesmo com essas ações, moradores e informantes locais afirmam que o garimpo ilegal voltou a operar de forma intensa, levantando preocupações sobre a continuidade da degradação ambiental, a contaminação dos rios e os impactos sobre comunidades tradicionais.
A Polícia Federal reforça que o combate à mineração ilegal é permanente e que novas ações podem ser realizadas a partir de informações e denúncias encaminhadas pelos órgãos competentes e pela população.
Fonte: afolhanews.com.br
